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Como explicar as tragédias às crianças?

Tanto as catástrofes naturais como os ataques terroristas não são de fácil compreensão. Para as crianças, a dificuldade em dar sentido a tudo isso é ainda maior. E não é tarefa fácil lidar com o caudal informativo que os media nos fazem chegar. Muitas vezes, num tom excessivamente chocante e sem contexto.

LUÍS PEREIRA

As últimas semanas têm sido marcadas por acontecimentos chocantes. Ataques terroristas, um prédio que ardeu, dezenas de mortos em incêndios florestais. Ainda que nem todos tenham tido lugar em Portugal, a cobertura feita pelos media faz-nos sentir muito próximos desses locais.

Tanto as catástrofes naturais como os ataques terroristas não são de fácil compreensão. Para as crianças, a dificuldade em dar sentido a tudo isso é ainda maior. E não é tarefa fácil lidar com o caudal informativo que os media nos fazem chegar. Muitas vezes, num tom excessivamente chocante e sem contexto.

Estas cinco regras podem ajudar os adultos na árdua missão de proteger e, ao mesmo tempo, ter algum controlo sobre a narrativa que chega às crianças.

1. Dosear o acesso à informação. As práticas mediáticas em família devem ser pensadas em função das crianças. Especialmente em alturas de catástrofe, pais e avós devem perguntar-se se é benéfico para as crianças assistirem aos noticiários. No carro ou em casa, os pais podem ajustar o consumo de conteúdos informativos quando os mais pequenos estiverem por perto. Hoje, é possível recuperar as notícias ou reportagens através da box ou online. Não é imperativo que as crianças sejam sujeitas a isso. Mesmo que seja uma prática familiar recorrente.

2. Estar aberto ao diálogo. Não há forma de esconder acontecimentos deste impacto às crianças. Ou porque se fala na escola, ou porque veem online, ou porque captam a apreensão na conversa dos adultos. Os pais devem procurar perceber o que as crianças sabem sobre o evento. E deixá-las fazer perguntas.

3. Dar contexto às situações... utilizando uma linguagem adequada à idade. Apesar da extensa cobertura mediática, é muito difícil captar a narrativa do evento de forma simples e acessível à idade de cada criança. Há algum esforço de certos meios de comunicação social para criarem conteúdos especificamente para miúdos. As crianças mais velhas podem procurar informação nos mesmos.

4. Fazer sentir às crianças que estão seguras. Apesar da dificuldade em assimilar estes eventos, as crianças precisam da ajuda dos seus pais para se sentirem seguras. Os adultos são o termómetro, por isso é aconselhável que não passem uma mensagem de descontrolo. E que mantenham o canal aberto para perguntas que continuem a precisar de resposta.

5. Tirar lições para minimizar riscos. Uma forma de tirar algo positivo destas tragédias é discutir com as crianças que regras que devem ser seguidas para melhorar a seguranças de todos.

 

 

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