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Dicas para evitar que os ecrãs prejudiquem a leitura

Sabemos que a utilização de ecrãs na hora de dormir pode perturbar o sono e que a proliferação de aparelhos digitais pode ser disruptiva para uma atividade que requer concentração numa tarefa só, como é o caso da leitura. Como combater estes e outros perigos que o ‘screen time’ apresenta para a leitura?

LUÍS PEREIRA

As dicas que se encontram a seguir enumeram algumas estratégias para ajudar a manter ou aumentar os hábitos de leitura na era digital. O foco deste texto é o livro – ainda que a ideia de leitura não se limite a este objeto.

1. Continuar a promover o contacto com os livros

Uma criança que tenha livros por perto tem maior probabilidade de pegar neles – não é difícil de aceitar esta evidência. Para ajudar nesta tarefa, os pais podem sugerir aos familiares e amigos que ofereçam livros em alturas festivas. Um livro ou uma coleção de livros pode também servir como prémio ou recompensa por ter conseguido fazer algum coisa.

O acesso aos livros faz-se também noutros locais que não em casa, nomeadamente nas bibliotecas, públicas ou escolares, onde é permitido ler ou requisitar livros. Ou, então, em grande superfícies comerciais; em vez de parar apenas junto dos aparelhos digitais, a secção dos livros costuma ter espaços para as crianças interagirem com os livros.

2. Usar e-readers

Não contrariando a dica anterior, os e-readers podem ser vantajosos porque permitem transportar num só aparelho vários livros. Para além disso, quando só permitem ler, não há distração com atividades online. De facto, a tentação é grande para abrir outras apps quando estamos a usar tablets ou telemóveis para ler.

3. Ler livros online

Em alguns países, as escolas disponibilizam livros para leitura online. Cada criança tem a sua conta e os professores colocam livros nessa biblioteca digital todas as semanas. Estes sistemas costumam incluir atividades de compreensão que as crianças podem fazer autonomamente. Não se trata, por isso, de uma versão em PDF do livro em papel; inclui, entre outros, leitura encenada e exercícios interativos. No final do ano letivo, a criança pode contabilizar ou revisitar os livros que leu nessa plataforma.

4. Ler o livro e ver o filme

(...ou jogar o jogo. Na verdade, há vários casos de jogos inspirados em livros; ou livros que são escritos a partir de jogos conhecidos.)

Uma estratégia poderosa para enriquecer a leitura é ler um livro e ver o respetivo filme. Um dos exemplos óbvios é o Harry Potter. À mediada  que a criança for terminando a leitura de um volume, pode ver o filme como prémio pelo feito alcançado. Funciona muito bem com livros que apelam para a criação de mundos imaginários, de que é também bom exemplo o autor Roald Dahl, com Charlie e a Fábrica de Chocolate ou BFG. No final, é interessante perguntar que partes mais os surpreenderam, como tinham imaginado determinada personagem ou cenário.

Utilizar aparelhos digitais para interagir com o livro

Há alguns livros que utilizam realidade aumentada. Através do tablet ou telemóvel é possível encontrar novos elementos ou decifrar mistérios. Outra forma mais flexível de criar livros passa por interagir com outros ecrãs. Trata-se de um grande desafio para autores e editores, conseguir utilizar os aparelhos que temos para criar artefactos de leitura híbridos. Por certo no futuro veremos mais ‘livros’ do género.

 

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