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Criando máscaras

Na Internet, todos os problemas têm solução. Uma qualquer dificuldade pode ser resolvida com a ajuda de alguém que já passou pela mesma situação e resolveu partilhar como resolver o imbróglio. O Youtube, por exemplo, apresenta vídeos desde como arranjar a bateria do telemóvel que não carrega até como preparar a sobremesa mais deliciosa.

LUÍS PEREIRA

Compreender o mínimo de inglês ajuda a aumentar o conjunto de recursos disponíveis, mas muitas vezes os vídeos mostram mais do que explicam por palavras, e nesse caso a barreira da língua nem sequer existe.

Portanto, se alguém quiser criar a sua própria máscara neste Carnaval pode facilmente encontrar tutoriais que o ajudarão a celebrar esta época do ano de forma diferente. Nas escolas, as crianças já confecionam os seus próprios disfarces com o auxílio dos professores, mas os pais podem incentivar os seus filhos a fazerem atividades semelhantes em casa. Mesmo para aqueles que não se sintam confortáveis com o espírito do ‘faça você mesmo’, a verdade é que os vídeos disponíveis no Youtube são ótimos recursos para se conseguirem resultados surpreendentes. E será uma atividade divertida para envolver toda a família.

Por outro lado, esta altura é relevante para nos questionarmos por que razão colocamos máscaras. Ou antes, será que nos mascaramos mesmo fora do tempo carnavalesco?

O artista americano Bill Shannon criou um artefacto para uma exposição que é uma espécie de máscara digital. O objetivo era explorar a ideia de que a maneira como nos apresentamos online não corresponde ao que somos na realidade. Esta representação de nós próprios está bem presente nas redes sociais, onde os nossos rostos são uma construção do que somos afinal. E não se trata do uso daquelas apps que acrescentam efeitos especiais às caras das pessoas.

Na Antiguidade Clássica as máscaras eram usadas para representar, para criar outras personagens em palco. O Facebook, ou numa tradução literal, o livro dos rostos, é um exemplo destes novos palcos digitais onde representamos para os outros.

Uma das coisas que mais irritam na Internet é o uso do anonimato, ou seja, a ausência de rosto. (Curiosamente, o grupo de hackers conhecido como Anonymous usa a máscara branca como símbolo.) Esta falta de identidade, sobretudo quando se trata de uma estratégia para criticar sem assumir a autoria, é um dos pontos negativos da utilização dos media digitais. É importante que a Internet se afirme como espaço de responsabilidade para que não seja contrário ao espírito do Carnaval: é que no mundo digital cada vez mais gente leva a mal.

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