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A imagem que se encontra no lugar do título é conhecida como emoji. Um emoji é uma espécie de ícone que serve para exprimir uma emoção ou uma ideia em ambientes digitais. Na verdade, esta cara com lágrimas de alegria foi considerada a palavra do ano em 2015 pelos dicionários Oxford. Só este facto já daria matéria para nos interrogarmos sobre a forma como comunicamos, que está em processo de mutação.

LUÍS PEREIRA

Shigetaka Kurita é o nome da pessoa que criou o primeiro emoji, aliás, os primeiros 176, que foram lançados em 1999 por uma empresa de telemóveis japonesa. Hoje, há mais de 1800 e trata-se da linguagem com crescimento mais rápido em termos mundiais.

O segredo para o expansão destes símbolos prende-se com a facilidade em os usar, o estilo leve e divertido que transmitem, para além da economia de espaço e tempo. Quem usa as redes sociais ou aplicações de comunicação instantânea, como o WatsApp, com certeza já se confrontou com alguma destas pequenas imagens. Na verdade, estima-se que pelo menos 90% dos utilizadores de redes sociais recorram a estes pictogramas.

Antes, causava espanto que o Twitter pedisse aos seus utilizadores que resumissem as suas mensagens a 140 caracteres. Hoje, na rede Instagram, por exemplo, a narrativa é construída quase só com imagens com breves comentários, muitas vezes formados quase exclusivamente por emojis.

Muitos se questionam se o rápido desenvolvimento deste sistema visual de comunicação não representa um regresso ao estilo hieroglífico. Ou seja, uma espécie de retrocesso comunicacional. Na verdade, há um perigo real de a comunicação se tornar muito primitiva, sem lugar para raciocínios mais elaborados. Um ‘like/gosto’ como feedback para tudo deixa pouco espaço a nuances.

Por outro lado, esta linguagem pode ser interessante para usar com as crianças. Há algumas tentativas de explorar o seu potencial para a tradução de sentimentos em situações de maus tratos através de um emoji. Uma criança pode sentir-se mais confortável para expor as suas emoções por meio de uma destas representações visuais.

Por outro lado, os pais podem fazer algumas atividades divertidas com os seus filhos, pedindo que traduzam uma frase em ‘emojiquês’. Podem ser jogos de adivinhas, por exemplo, para descobrir que provérbio se esconde por trás de um conjunto de emojis.

Apesar do risco de fragmentação, este sistema – que é um símbolo do carácter global e transversal da comunicação online – é eficaz: funciona independentemente da idade ou país.

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