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Jornadas de Educação: “A reflexão faz mais sentido, face ao momento único que estamos a atravessar”

Declarações da vereadora da Educação da autarquia de Santa Maria da Feira, no âmbito das Jornadas da Educação, que se realizam entre 21 e 24 de outubro. Um evento que reunirá especialistas de várias áreas para uma reflexão multidisciplinar em torno dos desafios na educação.

Cristina Tenreiro, vereadora do Pelouro Educação, Desporto e Juventude de Santa Maria da Feira, assume que as Jornadas de Educação organizadas pelo município “são sempre espaço de reflexão em torno dos desafios e obstáculos em educação”. Este ano porém, “a reflexão faz ainda mais sentido, face ao momento único de pandemia que estamos a atravessar”. Sob o tema “Da escola que temos à escola que queremos”, as XIV Jornadas de Educação acontecem a 21, 23 e 24 outubro 2020 no Europarque em Santa Maria da Feira e serão transmitidas através da Plataforma Zoom.

O primeiro painel (dia 21) aborda a resposta da escola aos desafios do COVID-19. “É extremamente importante a escola fazer um balanço das suas respostas com muito orgulho, já que a escola foi muito ágil em alterar-se aquando do confinamento para dar resposta a todos os seus alunos.” Tradicionalmente, lembra a vereadora, que também é professora, “umas das críticas feitas à escola prende-se com a pouca capacidade de se alterar”. Mas face ao desafio pandémico, a escola, contrapõe, “mostrou que perante este enorme desafio conseguiu reinventar-se quase que de um dia para o outro”.

O painel contará essas histórias de vida das escolas. Terá como narrador o secretário de Estado, João Costa que vai mostrar a nível nacional as diferentes respostas dadas pelas escolas (dia 21, às 16h30). Acresce ao painel a intervenção do diretor do Programa Gulbenkian Conhecimento e Diretor-Adjunto da Fundação Gulbenkian, Pedro Cunha, que falará sobre os desafios e as oportunidades para a educação do futuro (dia 21, às 16h45).

Em debate vai estar a perspetiva de que a pandemia constitui um desafio e uma oportunidade para a educação. “Há quem refira que ganhamos 10 anos de avanço em termos tecnológicos com esta transição digital que aconteceu e está a acontecer em grande parte das escolas e que já andava a marinar há muitos anos.” Hoje, constata a vereadora, “praticamente todas as escolas conseguiram ligar-se aos seus alunos e neste momento a escola já não é o que era”.

Carlos Neto, professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana, será outra das presenças. Com a apresentação “Estado de Emergência para brincar na infância”, aquele que é o maior defensor da utilização do ar livre, em Portugal, vai argumentar que apesar das alterações que a escola teve, os responsáveis pela educação não podem esquecer que brincar é fundamental para um desenvolvimento harmonioso das crianças (dia 21, às 17h00). A questão dos medos e da ansiedade do regresso às aulas, será o tema abordado por Sofia Ramalho, vice-presidente da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que dará alguns conselhos de como os ultrapassar (dia 21, às 17h15).

A temática do COVID-19 como oportunidade para a aceleração da mudança na educação, vai nortear o painel dois com uma perspetiva sobre o Plano de Ação para a Transição Digital, que conta com a presença de um membro do gabinete do Secretário de Estado para a Transição Digital, André Aragão Azevedo (dia 23 às 16h00). A reflexão sobre o impacto da tecnologia em ambiente escolar continua com um painel dedicado a empresas que atuam na área das tecnologias educativas que conta com a presença de Rui Pacheco, Diretor do Centro Multimédia da Porto Editora – Escola Virtual da Porto Editora e de responsáveis das empresas Samsung, Lusoinfo e EDU.Tech (dia 23, às 16h45).

“O intuito não é fazer publicidade às empresas, mas dar a conhecer a mais valia, os contributos que as empresas têm dado à escola. Ou seja, dar a conhecer o que de melhor se faz ao nível tecnológico e a seguir permitir uma maior proximidade com os docentes para que eles tenham cada vez mais a perceção das possibilidades que hoje em dia as novas tecnologias dão ao seu trabalho”, explica Cristina Tenreiro. Apesar de comprovada a importância do ensino presencial, Cristina Tenreiro, também docente de Biologia da Escola Secundária Coelho e Castro, acredita que “as plataformas, as novas tecnologias, facilitam e veem potenciar ainda mais o papel do professor”.

Ainda nesse dia, Raquel Varela, historiadora e investigadora que vai falar sobre teletrabalho e burnout docente (dia 23, às 16h30). Questionada sobre o próprio impacto do COVID-19 nas escolas do município de Santa Maria da Feira, a vereadora do Pelouro Educação, Desporto e Juventude, Cristina Tenreiro, diz-se “orgulhosa” com a resposta da escola e dos professores.

Para a vereadora, a pandemia teve um efeito inesperado: trouxe um maior reconhecimento do papel do professor. “Em dezembro de 2019 quando se falava no professor ainda se falava não com muito mérito, após a pandemia, as famílias começaram a olhar para o professor de outra forma. Os pais aperceberam-se que os professores preocupam-se efetivamente com os seus alunos. Viram que a preocupação de todos os professores era saber se os alunos estava bem, era ligar-se e perceber que não estava nenhum aluno a ficar para trás e depois, então, vinha a preocupação em dar os seus conteúdos.”

O debate continua com a apresentação de projetos que estão a ser desenvolvidos em algumas das escolas do município de Santa Maria da Feira: o Aproximar, um projeto de inclusão pelo teatro; o Movimento Transformers e o projeto Educação Inclusiva à Distância (dia 23, a partir das19h30).

Carlos Neto, professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana, será outra das presenças. Com a apresentação “Estado de Emergência para brincar na infância”, aquele que é o maior defensor da utilização do ar livre, em Portugal, vai argumentar que apesar das alterações que a escola teve, os responsáveis pela educação não podem esquecer que brincar é fundamental para um desenvolvimento harmonioso das crianças (dia 21, às 17h00). A questão dos medos e da ansiedade do regresso às aulas, será o tema abordado por Sofia Ramalho, vice-presidente da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que dará alguns conselhos de como os ultrapassar (dia 21, às 17h15).

No último dia das jornadas (24 de outubro) acontecem os momentos mais práticos do evento, com a realização de vários workshops. A saber: o Crescer d’as/n’as Emoções, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto; a sessão Autismo no Contexto Escolar, organizado pela associação Vencer o Autismo; a Associação Nacional de Professores dá a conhecer o Programar Micro:bits online, e a Lusoinfo apresenta a Plataforma EDUFEIRA – EDUCAÇÃO 5.0 , voltada para alunos, encarregados de educação, professores e elementos da comunidade educativa (dia 24 a partir das 10h00).

Como tem acontecido em anos anteriores, as jornadas têm como público-alvo docentes, elementos da comunidade educativa, associações de pais, alunos, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e associações culturais e recreativas. “Parceiros que ajudam em muitos projetos complementares à ação da escola, que são importantes na comunidade educativa e devem estar a trabalhar em rede”, conclui a vereadora.

Programa disponível em: www.cm-feira.pt/jornadasdaeducacao2020

Andreia Lobo, em educare.pt

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