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Aprendizagem das cores

Geralmente, e a palavra geralmente é usada de forma intencional, as crianças aprendem as cores entre os dois anos e meio e os três anos, começando por distinguir cores vivas: vermelho, verde e amarelo.

"O meu filho tem 2 anos e 3 meses. Fala muito bem e aprende com muita facilidade letras de canções e já elabora histórias (ajuda a criar histórias para adormecer). Contudo, troca todas as cores. A partir de que idade é normal a aprendizagem das cores e quais as técnicas, brincadeiras, metodologias... que devemos aplicar para que o possamos ajudar? A partir de que idade se diagnostica o daltonismo? Como ajudar, para além de tentar associar cores a diferentes objetos/ brinquedos?"
Georgina

Em primeiro lugar, é importante esclarecer que, quando falamos em desenvolvimento, temos de ter sempre presentes duas questões: crianças diferentes têm, geralmente, ritmos diferentes de aprendizagem; ter um bom nível de desenvolvimento numa área não implica que aconteça o mesmo em todas as outras. Frequentemente, sobretudo em idades precoces, quando o desenvolvimento global é bom, as dificuldades numa determinada área são ultrapassadas com alguma facilidade, às vezes mesmo sem estimulação específica.

Geralmente, e a palavra geralmente é usada de forma intencional, as crianças aprendem as cores entre os dois anos e meio e os três anos, começando por distinguir cores vivas: vermelho, verde e amarelo. Portanto, trocar as cores aos 2 anos e 3 meses não é, seguramente, motivo de preocupação.

O daltonismo é um problema de visão caracterizado pela incapacidade de distinguir cores, particularmente o vermelho e o verde. Trata-se de uma deficiência geralmente de origem hereditária, que resulta da carência de pigmentos dos cones, as células da retina sensíveis às três cores fundamentais: vermelho, verde e azul. Na Europa e na América do Norte, este problema de visão afeta cerca de 8% da população, sendo o sexo masculino o mais atingido. Curiosamente é muito menos comum em alguns grupos étnicos, tais como os esquimós.

Atendendo ao que já foi referido, não tem muito interesse fazer um despiste de daltonismo numa idade muito precoce. Com efeito, se a anomalia existir não é possível fazer nada para a ultrapassar. Além disso, na idade pré-escolar, esta dificuldade não limita a atividade da criança. Mesmo no desempenho de determinadas profissões em que, à partida, se pensaria que esta deficiência visual seria altamente limitativa, tal nem sempre acontece. Existem motoristas que não são capazes de distinguir o vermelho do verde. No entanto, raramente cometem erros. Isto deve-se ao facto de que, quando cruzam os sinais de trânsito, fazem a leitura da informação através da posição das luzes e não das cores.

A criança pode e deve fazer uma consulta oftalmológica aos 3 anos de idade, embora não com o objetivo de fazer um despiste de daltonismo. Quando os pais usam óculos ou a criança apresenta algum sinal de que não vê bem, a consulta deve ser antecipada para os 2 anos.

Relativamente às estratégias que podem ser usadas para promover a aprendizagem das cores, pode referir-se o uso de materiais que as crianças geralmente gostam de utilizar, tais como legos e pintura. Existem também pequenos livros no mercado que têm subjacente este objetivo. É de salientar que estas estratégias não irão surtir o efeito desejável se, efetivamente, se tratar de uma situação de daltonismo, pois nesse caso os genes falam mais alto.


ADRIANA CAMPOS
Licenciada em Psicologia pela Universidade do Porto, na área da Consulta Psicológica de Jovens e Adultos e mestre em Psicologia Escolar. Detentora da especialidade em Psicologia da Educação e das especialidades avançadas em Necessidades Educativas Especiais e Psicologia Vocacional e de Desenvolvimento da Carreira atribuída pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Atualmente desenvolve a sua atividade profissional no Agrupamento de Escolas do Padrão da Légua em Matosinhos.

Artigo originalmente publicado no Educare.pt

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