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Com 97% de notoriedade espontânea, a Escola Virtual foi a plataforma digital preferencial dos Educadores, Professores e Encarregados de Educação

Estes são alguns dos dados recolhidos junto de mais de 11 mil professores e encarregados de educação que participaram num estudo de satisfação sobre as plataformas educativas e de comunicação, fornecendo elementos úteis para possíveis cenários futuros, incluindo a transição digital.

O número é, a todos os níveis, excecional: mais de um milhão e duzentos mil utilizadores (alunos, na maioria, mas também professores e encarregados de educação) estiveram registados na Escola Virtual, uma plataforma de ensino à distância, durante o período de suspensão das atividades letivas que vigorou a partir de 16 de março até ao fim do ano letivo passado.

As circunstâncias impostas pela pandemia obrigaram toda a comunidade educativa a adaptar-se rapidamente a um ensino de emergência, que se alicerçou sobretudo nas plataformas educativas e de comunicação. Para saber como foi vivido esse período pelos utilizadores, o Grupo Porto Editora realizou um inquérito dirigido a educadores e professores (do Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário) e a encarregados de educação registados na Escola Virtual, que teve lugar nas primeiras duas semanas de julho passado.

Dos mais de 11 mil questionários respondidos, sobressaem dados interessantes.

É de sublinhar a importância das ferramentas analógicas, a qual não ensombra, contudo, o crescimento que se verificou do digital – pode-se afirmar, aliás, que reforça a ideia de complementaridade entre os dois meios. De facto:

  • 89% dos professores reconheceram que passaram a usar mais as funcionalidades proporcionadas pelas plataformas educativas (vídeos, interatividades, recursos associados aos manuais digitais, fichas editáveis de avaliação, etc.);
  • 90% dos professores avaliaram os seus alunos fundamentalmente através da participação nas aulas/tarefas e dos trabalhos assíncronos, com cerca de um terço dos professores a avaliarem os seus alunos com base nos testes feitos nas plataformas educativas, sobretudo junto dos alunos mais velhos;
  • 76% dos professores afirmaram terem criado essas tarefas com base nas plataformas educativas e que as enviaram por e-mail (55%).

Escola Virtual como referencial para a transição digital

O acesso gratuito à Escola Virtual – anunciado minutos depois da comunicação feita pelo Primeiro-Ministro sobre a suspensão das atividades letivas presenciais, na noite de 12 de março de 2020, e que vigorou até ao fim do ano letivo passado – facilitou em muito a adaptação da comunidade educativa às circunstâncias impostas pela pandemia. Ao mesmo tempo, colocou no centro da atenção da comunidade a importância das ferramentas e dos conteúdos digitais, abrindo espaço para o debate sobre a transição digital.

A Escola Virtual (EV) pode ser, por isso, considerada um barómetro para a definição de estratégias futuras, proporcionando dados úteis sobre a evolução do envolvimento e da utilização de uma plataforma de ensino à distância.

Olhando para o que se passou a partir de 13 de março, constata-se que:

  • dos 200 mil utilizadores, a EV passou a ter mais do dobro em pouco mais de um mês, superando o milhão no início do mês de maio passado;
  • em apenas um mês, os professores criaram mais de 50 mil turmas, número que acabou por ultrapassar as 87 mil turmas;
  • os professores conceberam mais de 60 mil testes;
  • até ao fim do ano letivo, os alunos fizeram cerca de dois milhões e meio de exercícios na plataforma.

Em relação ao grau de satisfação dos utilizadores:

  • 86% dos educadores e professores estão bastante satisfeitos com a relevância dos recursos disponíveis na plataforma;
  • 84% consideram os recursos de fácil utilização;
  • 81% sublinham a qualidade dos recursos disponibilizados.

Quanto aos recursos mais valorizados pelos docentes:

  • 84% elege os manuais digitais a par dos vídeos e áudios;
  • 82% aponta os recursos digitais associados aos manuais;
  • 80% valoriza mais os recursos complementares das áreas das disciplinas.

A terminar, e no que concerne às plataformas de comunicação, de referir que todos os inquiridos manifestaram conhecimento em relação às alternativas existentes, sendo que a utilização preferencial por uma ou outra plataforma (Zoom, Google Classroom, MS Teams, e-mail, etc.) decorreu fundamentalmente da escolha feita pela escola/agrupamento escolar.

O relatório do inquérito realizado pode ser acedido aqui.

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