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Vamos fugir das frieiras!

Com a chegada do inverno, além das gripes, constipações e cobertores, é tempo também do eritema pérnio ou perniose, ou mesmo frieiras, como é mais comummente conhecido.

As frieiras consistem numa doença inflamatória resultante da exposição ao frio e humidade, que atingem principalmente as áreas mais expostas do corpo (mãos, pés, nariz e orelhas), embora, e ainda que de forma menos frequente, se possam também encontrar nos joelhos, cotovelos e pernas. São muito comuns na população, embora haja grupos com maior suscetibilidade de padecê-las do que outros; tais como as crianças, praticantes de atividades ao ar livre, mulheres jovens (devido a alterações hormonais) e idosos, quando existe insuficiente circulação nas extremidades, ou mesmo história familiar.

Mas, afinal, o que é o eritema pérnio?

Trata-se, sobretudo, de uma reação desadequada a variações de temperatura. O frio que atinge as zonas mais expostas do corpo faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, dificultando assim a chegada de sangue a essas mesmas áreas. A exposição rápida a uma fonte de calor vai fazer com que ocorra uma posterior vasodilatação, aumentando bruscamente a concentração de sangue circulante. Dado que esta dilatação dos vasos sanguíneos não é suficientemente rápida para receber a totalidade do sangue, uma parte deste acaba por extravasar para a pele, resultando assim na reação inflamatória que se conhece como frieira.

Portanto, face a um quadro cutâneo doloroso em que a pele apresenta lesões de coloração variável entre o branco, vermelho ou mesmo azul-escuro, se encontra inchada, com comichão ou sensação de queimadura e insensível ao tato, podemos assumir estar perante eritema pérnio.

Nos casos mais graves, podemos inclusivamente ter feridas ou formação de bolhas.

O primeiro passo é tranquilizar-se, já que, tratada de forma atempada, não é uma doença grave, ainda que possa ser bastante incomodativa.

Estratégias preventivas e medidas de hidratação são a melhor forma de abordagem face a um quadro de frieiras.

Recomendações:

  • Manter as casas bem aquecidas;
  • Usar pomadas tópicas com efeito regenerador várias vezes ao dia, para o alívio dos sintomas de comichão e dor;
  • Assegurar proteção contra o frio (luvas, calçado apropriado, gorros de lã…) e manter a pele afetada sempre seca e quente;
  • Aplicar calor pouco intenso e massagens suaves nas áreas afetadas;
  • Praticar exercício físico moderado, pois ativa a circulação sanguínea aumentando a temperatura corporal;
  • Não aquecer diretamente as mãos à lareira ou aquecedor a altas temperaturas;
  • Evitar lavagens repetidas das mãos, pois facilitam o aparecimento de frieiras;
  • Evitar usar sapatos ou roupa demasiado apertada, já que dificulta a circulação;
  • Em caso de exposição ao frio, fazer um posterior aquecimento gradual;
  • Evitar exposição ao fumo de tabaco, pois produz vasoconstrição dos capilares.

Portanto, na maioria dos casos, não é necessário recorrer ao médico e em duas a três semanas, com os cuidados acima descritos, as frieiras desaparecem. No entanto, quando os sintomas são exuberantes, ou no caso de lesões graves ou de sobre infeção é importante recorrer ao médico para um tratamento adequado.

A aplicação de cremes com cortisona não está indicada, uma vez que, ainda que melhorem a dor e o prurido, provocam vasoconstrição secundária, dificultando ainda mais a circulação e agravando a situação. Existem também produtos “naturais” usados nas frieiras, sem efeitos benéficos comprovados por estudos científicos, pelo que devem ser evitados.

A melhor estratégia é mesmo a prevenção, por isso, proteja-se a si e às suas crianças do frio de forma eficaz.

Mariana Portela, com a colaboração de Sandra Costa, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.

SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DE BRAGA

Este artigo é da autoria da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).

A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.

Artigo originalmente publicado no Educare.pt

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