Login

Comprar

Para alunos e pais

Para professores

Para instituições

Outros produtos, serviços e funcionalidades

Blogue EV e Webinars

Ajuda

Saúde mental na adolescência: e quando o mundo parece ter perdido a cor?

Adolescer não é fácil… é ter um pé na adolescência e o outro na infância; é procurar ser independente e, ao mesmo tempo, esperar o colo de quem cuida. E quando esta fase é marcada por desafios ao bem-estar psicológico?

Quando nos dói a barriga ou a cabeça, rapidamente percebemos que algo não está bem. Se estamos atentos à nossa saúde física, devemos estar também atentos às pistas que o nosso corpo nos dá sobre a nossa saúde mental.

Venho várias vezes falar-vos sobre as mudanças que ocorrem durante a adolescência e o seu impacto no bem-estar. Hoje, trago-vos um cenário que não é normativo, ou seja, que não acontece com todos, mas que pode acontecer com muitos.

As mudanças podem trazer gatilhos que influenciam o bem-estar a nível cognitivo, afetivo, comportamental, social e físico. Os números revelam que cerca de 30% dos jovens sofrem com sintomas depressivos em Portugal.

Estes são alguns dos sinais de que algo não está bem e de que precisas de pedir apoio ou de ajudar um amigo a pedi-lo a um adulto: dificuldade de concentração, dificuldade em sentir prazer no dia a dia, humor irritável, fatiga, dificuldades no sono, dores sem aparente causa física, perceção negativa de si próprio, do mundo e do futuro, bem como afastamento dos pares e deterioração das relações familiares.

Ao mesmo tempo, estes sintomas podem surgir com outros quadros, como problemas de comportamento, ansiedade e dificuldades atencionais. Quando cuidados e tratados, a grande maioria dos adolescentes recupera destes episódios.

Se estás a passar por alguma destas dificuldades, fala com um adulto da tua confiança, fala sobre o que sentes, procura ajuda profissional e cuida da tua saúde física, pois uma boa rotina de sono, uma alimentação equilibrada e a prática de exercício físico podem ser grandes aliados na recuperação da motivação e do prazer pela vida.

O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde qualificado e é importante haver olhos atentos da escola, família, profissionais de saúde, amigos e dos próprios adolescentes.

Lembra-te de que não deves passar por estas questões sozinho. Podem ser sentimentos e dores emocionais muito difíceis, que precisam de atenção e cuidado.


Maria Guerreiro

MARIA GUERREIRO

Licenciada em Psicologia e Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Com formação em avaliação psicológica e prática clínica, intervém junto de crianças, jovens e respetivas famílias.

Autora de artigos de opinião para pais no âmbito da psicologia clínica.

Artigos relacionados

Voltar aos artigos