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O meu filho tem escabiose, o que devo fazer?

A escabiose é vulgarmente conhecida como sarna, e corresponde a uma infestação da pele que é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. homini. A escabiose não escolhe os seus alvos e afeta ambos os sexos, todas as idades, raças e grupos socioeconómicos.

O que é a escabiose?

A escabiose é vulgarmente conhecida como sarna, e corresponde a uma infestação da pele que é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. homini. A escabiose não escolhe os seus alvos e afeta ambos os sexos, todas as idades, raças e grupos socioeconómicos.

Como é feita a sua transmissão?

A escabiose é altamente contagiosa. A sua transmissão pode ocorrer de 2 formas:

  1. Contacto com a pele da pessoa infetada, de forma direta e prolongada (sendo esta a forma de transmissão mais frequente e ocorrendo nos familiares); o contacto breve e casual geralmente não resulta em transmissão (como por exemplo, professores e colegas de trabalho);
  2. Contacto com fómites infectados, ou seja, através do contacto com superfícies e através da partilha de objetos como toalhas e roupas.

O risco de infestação é superior quanto maior o número de pessoas que se juntam (aglomerações).

Em climas temperados, como o do nosso país, a infestação é mais comum no inverno, provavelmente sendo resultado das maiores aglomerações que ocorrem nestes meses, e estando associada a uma maior sobrevida do ácaro nas superfícies com temperaturas mais baixas e com maior humidade.

A transmissão de ácaros Sarcoptes scabiei de animais para o ser humano não costuma resultar em infestação, uma vez que são subespécies de ácaros diferentes.

Quais são os sintomas?

Os sintomas surgem 3 a 6 semanas depois da primeira infestação, no entanto, o período de incubação (período que varia desde a infestação até ao aparecimento de sintomas) pode durar até 10 semanas. Em pessoas previamente infestadas, os sintomas começam 1 a 3 dias depois, provavelmente devido à sensibilização prévia. Neste período de incubação, mesmo estando sem sintomas (ou seja, sendo assintomática), a pessoa é contagiosa.

Os sintomas consistem em manchas ou bolhas na pele, associadas a muita comichão, e que pioram à noite.

Existe uma grande variabilidade na exuberância das lesões, e que está relacionada com o tipo de pele, sensibilidade ao parasita e cuidados de higiene.

Nas crianças mais pequenas, estas manchas distribuem-se por todo o corpo, incluindo cara, couro cabeludo, tronco, mãos, pés e região entre os dedos (Figura 1). Nas crianças mais velhas, adolescentes e adultos, as manchas localizam-se geralmente nas axilas, punhos, cintura, umbigo, nádegas, região entre os dedos e genitais (Figura 2).

Figura 1 – Distribuição típica das lesões da pele em crianças menores de 2 anos

Figura 2 – Distribuição típica das lesões da pele em crianças com mais de 2 anos e adultos

Como se faz o diagnóstico?

Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico, não sendo necessária a realização de qualquer exame.

Deve-se suspeitar de escabiose no caso de comichão que piora à noite, lesões cutâneas de distribuição típica, e se contactos próximos com os mesmos sintomas (outros membros da família estão geralmente afetados).

No entanto, existem casos em que o diagnóstico não é fácil, podendo ser necessário recorrer a um médico dermatologista que fará exames à pele com recurso a aparelhos semelhantes a “microscópios”.

Qual é o tratamento?

O tratamento é feito com cremes específicos receitados pelo Médico, que devem ser aplicados corretamente, não só na pessoa com escabiose mas também nos seus contactos próximos.

Existem algumas regras que devem ser seguidas, de forma a assegurar a eficácia do tratamento:

  1. O creme deve ser aplicado em todo o corpo (desde a região abaixo do pescoço), incluindo pregas entre os dedos, região debaixo das unhas, umbigo e genitais. Em crianças com idade inferior a 2 anos e nos idosos também deve ser aplicado no couro cabeludo, face, pescoço e orelhas. Devem usar-se luvas ou meias para evitar o contacto do creme com os olhos ou com a boca;
  2. Caso seja o próprio a aplicar o creme, este deve ser reaplicado nas mãos se estas forem lavadas. No caso de ser aplicado por outra pessoa, esta deverá usar luvas;
  3. Todos os contactos próximos, com ou sem sintomas, deverão ser tratados ao mesmo tempo;
  4. As roupas pessoais em contacto com a pele e a roupa de cama usadas nos últimos 3 dias, deverão ser lavadas a temperaturas superiores a 50ºC. Peluches, objetos e roupas que não possam ser lavadas, deverão ser mantidas num saco de plástico fechado durante pelo menos 3 dias;
  5. As unhas devem ser cortadas, para evitar as lesões de coceira.

Quando é que a criança e os familiares podem regressar à escola e ao trabalho?

Após 24 horas de tratamento já não há risco de contágio, por isso, os adultos e crianças poderão voltar ao trabalho e à escola no dia seguinte.

Os colegas de turma, os professores e os animais domésticos não necessitam de tratamento.

Ana Luísa de Carvalho e Daniela Araújo, com a colaboração de Maria Miguel Gomes, Pediatra no Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.


SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DE BRAGA

Este artigo é da autoria da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).

A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.

Artigo originalmente publicado no Educare.pt

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