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A importância das tecnologias da informação e comunicação

O uso das novas tecnologias de informação e comunicação no contexto da sala de aula pode evitar aquilo que mais desgasta o pessoal docente: a falta de motivação dos seus alunos!

Numa conversa recente, alguém que trabalha diariamente com alunos afirmava: "De novas tecnologias não percebo nada." A este comentário, impulsivamente, respondi: "Se não percebes, tens de perceber!". A forma como esta conversa prosseguiu não é para aqui importante, o que é fundamental é refletir no porquê de, nos dias de hoje, ser indispensável a existência de uma relação íntima entre a escola e as tecnologias da informação e comunicação (TIC).
Ao longo da História da Humanidade, há múltiplos exemplos que provam que a possibilidade de ter acesso rápido à informação é, do ponto de vista teórico, uma possibilidade de ter poder. Acredita-se, hoje, que o segredo das vitórias napoleónicas por toda a Europa se deveu à rapidez com que a informação circulava entre todos os envolvidos nas batalhas, graças a um sistema portátil de comunicação, por sinais visuais, que Napoleão tinha aperfeiçoado. Na guerra civil americana, sistemas parecidos foram também utilizados, com elevado sucesso. Quer queiramos quer não, a eletricidade e a velocidade de acesso à informação passaram a ser indicadores fundamentais do desenvolvimento da sociedade.

Como podemos nós formar cidadãos responsáveis, críticos, criadores e transformadores da sociedade, se a educação não se adaptar às grandes mutações sociais, culturais e económicas criadas pela eclosão das novas tecnologias? A educação tradicional está, sem dúvida, cada vez mais divorciada das necessidades reais dos seus destinatários, na medida em que as economias transitaram de lógicas industriais para lógicas do saber. Uma vez que o mercado de trabalho necessita de mão de obra cada vez mais especializada no manejo dos sistemas de informação e de comunicação, é obrigação dos sistemas educativos atender a tal exigência, sob pena de ficarem totalmente obsoletos!

O uso das novas tecnologias de informação e comunicação no contexto da sala de aula pode evitar aquilo que mais desgasta o pessoal docente: a falta de motivação dos seus alunos! Na verdade, todos sabemos que muitas vezes os assuntos abordados nas aulas não despertam interesse porque são apresentados de maneira muito formal e rígida, não deixando espaço ao trabalho autónomo ou de grupo, ao levantamento de hipóteses, à exploração. As novas tecnologias permitem que os alunos aprendam fazendo coisas, em vez de aprenderem ouvindo dizer como é que as coisas devem ser feitas.

Note-se que a introdução das TIC no contexto escolar não tem sido fácil, não só porque existem sérios obstáculos em termos de espaço e funcionamento, mas também porque é exigido ao professor que repense e reorganize as suas estratégias. Enquanto no passado o professor detinha a autoridade da informação, com o novo sistema de ensino a sua autoridade passa a ser desafiada. Os alunos passam a ter a capacidade de procurar informação sobre vários assuntos, sendo, por isso, mais críticos e criativos! Este facto gera, por vezes, ansiedade e insegurança no pessoal docente! Estes sentimentos só poderão ser atenuados mediante a realização de mais formação neste âmbito e com a interiorização por parte dos professores da noção de que a era do "professor sábio" já faz parte do passado.

Num mundo em que a informação abunda, o professor desempenha um papel determinante no sentido de ajudar os alunos a separarem o "trigo do joio", dado que ter acesso à informação não significa saber usá-la. Ajudar os alunos a perceber que muita da informação facilmente disponível não interessa, é ruído ou até enganosa, é algo fundamental nos dias de hoje.

Face ao exposto, poder-se-á concluir que na escola atual a não utilização das TIC é algo incompatível com as necessidades reais da sociedade moderna.


ADRIANA CAMPOS
Licenciada em Psicologia pela Universidade do Porto, na área da Consulta Psicológica de Jovens e Adultos e mestre em Psicologia Escolar. Detentora da especialidade em Psicologia da Educação e das especialidades avançadas em Necessidades Educativas Especiais e Psicologia Vocacional e de Desenvolvimento da Carreira atribuída pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Atualmente desenvolve a sua atividade profissional no Agrupamento de Escolas do Padrão da Légua em Matosinhos.

Artigo originalmente publicado no Educare.pt

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