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Como tornar as visitas a museus mais cativantes através dos meios digitais

Numa altura em que tudo está online, como é comum ouvir, nem sempre é fácil motivar as crianças para passarem por experiências como visitar museus.

Desenvolver o gosto e a curiosidade por estes espaços depende de muitos fatores, desde logo umas crianças poderão gostar mais do que outras. E os museus também não são todos iguais. Sobretudo nas primeiras experiências, é importante tornar relevante e divertida a experiência de estar num espaço que se pretende que seja tudo menos enfadonho.

Aos pais cabe a tarefa de encontrar um museu que seja adequado para a sua criança. Ajuda se a experiência for interativa, criativa e divertida. Estes espaços são também relevantes para a aprendizagem, em diferentes sentidos, sobre o ser humano, animais, carros, ciência, música... Pode ser importante fazer pontes com o currículo escolar, caso haja alguma ligação.

Nas diferentes fases, desde a pesquisa de informação à preparação da visita, ou até à exploração de alguns pormenores pós-visita, a internet é um excelente recurso para motivar para a visita a museus e tornar essa experiência mais fascinante.

Museus icónicos e estranhos

Os pais selecionam imagens de alguns dos museus mais conhecidos (por exemplo, Louvre em Paris ou Guggenheim em Bilbau) e exploram aspetos como a criatividade desses edifícios e como se tornaram marcas daquelas cidades. Por isso, sempre que conhecemos uma nova cidade, podemos incluir a visita ao museu, ou museus locais.

Para além disso, pode-se desafiar as crianças a pensar em temas bizarros para museus inventados. E depois confirmar através da pesquisa na internet se por acaso existem mesmo em alguma parte do mundo. (Só para dar um exemplo, abriu recentemente em Inglaterra o Museu do Cocó!)

Contribuir com a avaliação de um museu visitado

A Internet pode ser usada para preparar a visita a um museu, procurando informação sobre os horários ou preços. Podemos também ler críticas feitas por visitantes e avaliar se vale a pena ou não ir a esse espaço. Esse tipo de sites, que permite a pessoas comuns partilhar a sua experiência com outros utilizadores da Internet, seria usado para posteriormente fazer a nossa própria crítica. As crianças podem ajudar os pais, por exemplo, na votação através de estrelas (0-5), percebendo desta forma que estão a ser úteis para outras pessoas prepararem as suas visitas.

Realidade aumentada e visitas virtuais

Alguns museus estão a tentar incorporar as tecnologias como forma de enriquecer a visita. Exemplo disso são os auriculares com comentários sobre as peças em exibição. Outros procuram encontrar formas para usar os tablets ou smartphones, com apps que podem ser instaladas antecipadamente.

Vale sempre a pena estar atento a estas possibilidades para tirar partido das novas propostas de estar num museu.

Alguns museus disponibilizam nos seus sites visitas virtuais. Sabendo que nada substitui a experiência de estar no local, esta possibilidade é uma boa alternativa para quando não podemos ir lá pessoalmente.

Construir o seu próprio museu

O Minecraft – um mundo virtual que é uma espécie de Lego digital que permite ao jogador construir diferentes objetos – é um jogo bastante popular entre as crianças. A sugestão passa por lhes sugerir que usem este ambiente virtual para construir o seu próprio museu. Pode ser a réplica de um museu visitado ou um inventado.

O resultado final será surpreendente; para além disso, altera a perceção de que a visita a um museu termina quando passamos pela porta de saída do edifício. É importante explorar a criatividade também através das tecnologias digitais que lhes são mais comuns, ajudando a expandir a ideia de museu, que pode ser muito mais do que um espaço delimitado.

Luís Pereira

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