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A utilização do telemóvel pelas crianças

Quem consegue imaginar um jovem sem telemóvel? Que jovem se consegue imaginar sem telemóvel? E se falarmos de crianças, com que idade começam elas a ter esse aparelho?

Para a juventude de hoje, o telemóvel parece ter-se tornado numa extensão do seu próprio corpo. Na verdade, o mesmo acontece com muitos adultos. E se se fala dos problemas causados por os alunos não quererem prescindir dos seus telemóveis ligados durante as aulas, o problema torna-se mais difícil de abordar quando se assiste a reuniões de pais na escola, em que os seus aparelhos tocam "alto e bom som" e eles os atendem na frente dos filhos e dos professores.

Um estudo de mestrado sobre a utilização de telemóveis por crianças do 1.º ciclo da zona de Lisboa, realizado por Kárita Francisco, na Universidade Nova de Lisboa, chega a algumas conclusões comuns a outros, por ela referidos, realizados na Finlândia. Até aos 10 anos, o telemóvel é mais utilizado para jogar e para a criança poder estar em contacto com os pais. A partir dessa idade as outras funções ganham um peso crescente, passando a comunicação com os amigos a entrar em competição com a estabelecida com os pais.

Os pais começam por dar o primeiro telemóvel aos filhos, muito novos, com frequência, para os sentirem em segurança, por poderem contactar com eles a qualquer momento. Também nos novos tipos de família (pais separados, por exemplo), diz Kárita Francisco, a posse do aparelho é considerada um recurso facilitador da comunicação.

A moda e o consumismo são outros fatores que contribuem para a popularização dos telemóveis, particularmente a partir dos 10 anos. Eles constituem mais um elemento de pertença ao grupo.

Não obstante as vantagens de possuir telemóvel, a minha experiência diz-me que é fundamental pensar nos riscos e nas formas de os prevenir. Diria que é conveniente começar por se pensar para que se pretende o telemóvel e escolher um que preencha os requisitos e não os exceda largamente. Um aparelho caro, de última geração, cheio de funções dispensáveis, é um chamariz para roubos ou para consumos supérfluos, sendo, desde logo, uma forma de deseducar crianças/jovens enquanto consumidores.

A definição/negociação de regras de utilização não pode ser dispensada: quanto se pode gastar, tipo de tarifário, situações de utilização, etc. No que se refere a esta última questão, é imprescindível que os jovens se apercebam de que há usos ilícitos do telemóvel que podem ter consequências sérias, como a utilização em salas de aula, a gravação de imagens sem autorização, a realização de downloads ilegais.

Para terminar, lembro os pais de que não se podem esquecer do ditado "Bem prega Frei Tomás, não ouças o que ele diz, olha para o que ele faz." Como podem esperar uma boa utilização do telemóvel pelos seus filhos, se são os primeiros a dar o mau exemplo?


ARMANDA ZENHAS
Professora aposentada. Doutora em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. Autora de livros na área da educação.
Professora profissionalizada nos grupos 220 e 330. Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professora profissionalizada do 1.º ciclo, pela Escola do Magistério Primário do Porto.

A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.

Artigo originalmente publicado no Educare.pt

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